quinta-feira, julho 21

Vossa Excelência!

Que País é esse?


"Ah, mas a copa traz investimentos, vale a pena desembolsar." Dirão muitos. 
Ai eu pergunto: E se esse dinheiro fosse investido em educação, numa reforma do ensino básico e técnico, quais seriam os resultados a médio e longo prazo para a todo o País e sua população?

Competência meus caros e inúteis governantes e se der, um pouquinho de veronha na cara não seria nada mal.

segunda-feira, junho 6

A Gravataí que eu vejo. Por, Joelson Cardoso

Ao procurar na web uma imagem que representasse nossa cidade no perfil da página “Gravataí no face”, que criei na rede social Facebook, me deparei com um blog onde o autor se arriscava a descrever como é, ou seria, Gravataí. O blog, em um tipo de apologia a estes movimentos “under” alguma coisa, de tons escuros e escrita pessimista, carregada de sarcasmo, coloca em evidencia uma cidade degradada, desvalorizada, cheia de irregularidades, de pessoas e hábitos fúteis e de lugares deploráveis. Até mesmo algumas coisas das quais os cidadãos desta cidade se orgulham foram depreciadas pelo hábil autor em seu texto bem enredado. O Parcão da 79, a construção civil, as “paradas”, as calçadas, o Pampa Safari, etc. Todos foram devidamente citados e catalogados.
Gosto de pensar que na vida existem duas formas de se encarar as coisas: aquela que pode até terminar em um câncer e aquela outra - a que prefiro, olhar o lado bom da vida.
Como acadêmico de sociologia, ciência política e antropologia sei o quão arriscado é definir, catalogar, estereotipar qualquer coisa. Para arriscar é preciso ter conhecimento, ciência do assunto, envolvimento e até mesmo sentir o objeto de analise. E em muitos casos o espaço não é nada sem o valor atribuído a ele. É o chamado valor social. 
Devo acrescentar que qualquer relato particular seja ele extremado pelo pessimismo ou otimismo, não é “válido”, pois existe toda uma consciência de lugar, de social que está acima do julgamento individual. Só aqui teríamos matéria para um gigantesco debate.
Bem, descontituída a suposta autoridade que possam conceder ao autor, gostaria de contrapor sua arte. 
Ele considera ridículo que nossa cidade seja a única no mundo tendo sua distribuição através de paradas de ônibus, digo que me sinto lisonjeado de viver em um lugar único, de tamanha singularidade; 
Ele apedreja a Sogil como a empresa dona (tirana) da cidade, digo que vejo uma instituição séria, com muitos problemas assim como todas as outras, mas com claros objetivos e metas que buscam melhorar seus serviços dia-a-dia e hoje é referência nacional com seu plano de atendimento e constante renovação de sua frota (todos reclamamos do monopólio da Sogil porque parece fazer parte da cultura do gravataiense, mas vamos usar os serviços das cidades vizinhas para aprender a valorizar um pouquinho mais aquilo que temos); 
O Parcão da 79, citado como a “Goethe gravataiense”, é um espaço social onde impera a diversidade, a liberdade de expressão e culturalidade, com problemas assim como há em todos os locais do mundo, mas que pode ser curtido aqui, pela gente daqui, sem ter que sair da cidade; 
Nosso Pampa Safari é referência no estado inteiro, motivo de matérias jornalísticas diversas. 
Nossas calçadas, não estão bem conservadas mesmo, mas trazem no seu mosaico, os traços da evolução da cidade, do desenvolvimento, prefiro vê-las como rugas do nosso chão. 
Em geral flagro uma cidade que lutou contra sua vocação de dormitório e tornou-se protagonista, uma potência industrial do nosso Estado e País, e que bom que nossos operários, paleteadores do progresso têm no Parque dos Anjos, um local que os agrade e os reconheçam como importante engrenagem desta potente máquina.
Sem me alongar muito, faço meu último reparo ao falar do Rincão da Madalena “Grande local da ilustre cidade. Lá habitam os marginais, as putas, os travestis e tudo que há de ruim em Gravataí”, como ipsis verbis é descrito no blog. Devo alertar a quem ainda não sabe, que lá é lugar de gente trabalhadora, gente dotada de alto nível de solidariedade, de rara união e coesão social, passível de lembranças da antiga França e suas revoluções populares. Aquela gente bateu muita panela para conquistar a água de beber. Tem putas, tem travestis, tem marginais sim... os dois primeiros sem considerações, cada um leva a vida da maneira que mais lhe agrada e convêm, chamamos de livre arbítrio, já este último é fruto da desigualdade social, do desenvolvimento imediato e por vezes restrito, mas principalmente (não generalizando) da ignorância dos mais letrados, dos doutores e seus canudos, dos nascidos em berços de ouro, que pensam que desigualdade social se resolve com polícia e cadeia. Estes raramente lembram do velho contrato social, eternizado por Rousseau, onde em suma o preceito era, ou deveria ser, o bem comum. É este comportamento que marginaliza pessoas e estigmatiza locais.
Mas enga-se quem pensa que isto é privilégio de um local ou outro. Infelizmente está por toda a parte.
Ah, só para constar, no Rincão também tem gente que sabe um pouquinho de leitura e escrita. 
Um abraço.

sexta-feira, março 25

Ficha Limpa foi derrubada ou teria tropeçado sozinha? Por, Joelson Cardoso

É pano pra manga, diria!

Na manhã desta sexta-feira, 25 de março, quase madrugada ainda, quando dava a primeira passada de olhos pela caixa de entrada de e-mails, um em especial me chamou a atenção. O título dizia assim: “Ficha Limpa traída!”. Bah, ai me obriguei a fazer a leitura... Era uma mensagem de um grupo, o qual sempre considerei coerente e confiável nas suas veiculações, até hoje pela manhã. Leia um trecho:
“Caros amigos de todo Brasil, 
A Ficha Limpa foi derrubada pelo STF: agora ela não será válida até 2012. O Ministro Luiz Fux desempatou a decisão com um voto inesperado que irá liberar os corruptos barrados a assumirem seus cargos! Vamos dizer para ele o que os brasileiros pensam deste voto -- mostrando que trair o povo tem um custo político alto... 
O voto do Ministro Fux significa que corruptos famosos como Jader Barbalho, João Capiberibe e Cássio Cunha Lima irão assumir seus cargos. É um tapa na cara da sociedade brasileira que lutou árduamente pela aprovação da Ficha Limpa.” 
E segue o texto...
A primeira vista bate aquele sentimento de revolta, aquela vontade de chingar até a quinta geração dos políticos (bem naquela generalização, pouco inteligente, que a maioria costuma fazer nessas horas), mas o caso exige um pouco mais de sangue frio e muita racionalidade exatamente a quantidade oposta da passionalidade com aqual lemos o título.
Acompanhei com expectativa o desenrolar deste caso que se arrasta a meses. Minha curiosidade era por observar o quanto o STF, representando os órgãos governamentais do País, era sujeito a pressão popular. Pois o caso era simples, como inúmeros outros que acontecem ao longo dos anos e nós (grande massa) sequer tomamos consciência e quando tomamos não damos bola. Mas neste caso, expecífico, a grande mídia estava debruçada, né.
A questão se resumia assim: STF aprova o ficha limpa, retroativo a sua aprovação 2010, ou assume sua aplicabilidade apenas para as próximas obrigações eleitorais.
Não suporto os “fichas sujas”, vou me limitar nesta definição para não descer ao nível dos queridos, mas não conseguiria admitir o desprezo àquilo que temos de mais importante na nossa infantil democracia, a tão suada constituição. 
Para resumir: o ficha suja não vale para 2010, em obediência ao mesmo dispositivo que nos salva da possibilidade de aprovação de aumentos dos salários dos políticos durante os seus próprios mandatos, ou seja, sendo coerente, a lei tem que ter o mesmo peso e a mesma medida para tudo e para todos. 
A quebra da regra hoje, para um caso de nosso interesse pode significar uma trágica jurisprudência, que certamente iria nos encurralar logo ali na frente.
E tenha certeza, do jeito que as coisas costumam ser, não é vantagem levar a disputa para um jogo com regras movediças. Esperemos mais um pouco, já esperamos até agora.

Deixe sua opinião. Só precisa logar no blog.

quarta-feira, março 9

Quando uso "A fim" ou "Afim"? Você sabe?

É de encucar mesmo lá meio daquele texto, quando você está bem empolgado com o contexto da escrita vem esta palavrinha e você pensa... e agora???

A fim de ajudar os amigos que sempre se confundem procurei no Sr. Google e postei aqui uma síntese sobre este tema.

Além de “afim” e “a fim de”, outro termo que causa dúvida é “afins”.

Vejamos cada um separadamente:

A fim de é uma locução prepositiva que indica uma finalidade e equivale a “para”, “com o propósito de” e “com a intenção de”:

Exemplo: Ela marcou um horário com o médico, a fim de verificar seus exames.

A locução “a fim de” pode ter ainda sinônimo de “para que” quando associada com o pronome relativo “que”:

Exemplo: Treinou bastante, a fim de que conquistasse o primeiro lugar no pódio.


Afim, quando substantivo masculino que indica afinidade, parentesco, amigos íntimos, adeptos.

Exemplos: Irei convidar todos os amigos de faculdade e afins.
Os partidários e afins estão convidados.
Comprarei livros e afins.

Afim, quando adjetivo admite plural (afins) e pode expor:

a) Um parentesco ou uma ligação por afinidades: Parentes afins.
b) Proximidade: Os estados de Pernambuco e Paraíba são afins.
c)  Uma característica comum, semelhante ou idêntica entre termos. É a maneira mais usual: O departamento de compras e de finanças têm funções afins.

Observações Importantes:
Contudo, uma forma mais utilizada é dizer que alguém está a fim de fazer alguma coisa, ou seja, “está com vontade de”: Estou a fim de ir ao cinema hoje.
Use, portanto, dessa forma: a fim de, separado.
Outra maneira também bastante comum é dizer que alguém está a fim de outra pessoa, ou seja, está interessado: João está a fim de Maria.
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